Como perdoar segundo a Bíblia
- 5 de agosto
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Um Guia Bíblico para o Perdão e a Liberdade Duradouros
Antes de nos arrependermos de nossos outros pecados, as Escrituras nos exortam a lidar com o pecado que nos impede de sermos perdoados e que tem as consequências mais graves: a falta de perdão. Quando obedecemos à Palavra de Deus nesse ponto, não apenas removemos seus efeitos destrutivos, como também abrimos nossos corações para amar os outros e, ainda mais importante, para experimentar o amor de Deus de maneiras mais profundas do que nunca. Até que perdoemos, nosso arrependimento, nossa adoração e até mesmo nossa intercessão não terão o poder ou a eficácia que Deus deseja.
Lucas 6:37 - “Perdoem, e vocês serão perdoados”
Efésios 4:26-27 - “Irai-vos, e não pequeis; não se ponha o sol sobre a vossa ira [ofensa], nem deis lugar [ponto de apoio] ao diabo.” (Entre parênteses, palavras de outras versões da Bíblia.)
Efésios 4:31-32 - "Livrem-se de toda amargura, indignação, ira, gritaria e calúnia, bem como de toda maldade. Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros, perdoando-se mutuamente, assim como Deus os perdoou em Cristo."
As Escrituras ensinam que a raiva não resolvida, as ofensas e a falta de perdão dão ao inimigo um lugar/ponto de apoio em nossas vidas (Efésios 4:27).
Na Oração do Senhor, Jesus nos ensina a orar:
Mateus 6:12 “Perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós perdoamos aos nossos devedores.”
E Ele imediatamente enfatiza:
Mateus 6:14-15 "Porque, se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celestial vos perdoará a vós; se, porém, não perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai vos não perdoará as vossas ofensas."
Ponto principal: Nossa experiência do perdão do Pai está indissoluvelmente ligada à nossa disposição de perdoar os outros. Nem mesmo o pecado sexual ou o assassinato impedem nosso próprio perdão da mesma forma que a falta de perdão o impede — em termos de suas consequências em nós (ver Mateus 6:14-15). Muitas vezes, nossas emoções diminuem e presumimos que perdoamos; mas, a menos que perdoemos como as Escrituras orientam, muitas vezes não perdoamos verdadeiramente de coração.
A parábola de Jesus sobre o servo impiedoso (Mateus 18:21-35)
Pedro perguntou: "Senhor, quantas vezes poderei perdoar meu irmão quando ele pecar contra mim? Até sete vezes?" Jesus respondeu: "Eu lhe digo: não até sete vezes, mas até setenta vezes sete."
Então Jesus contou uma parábola:
(vv. 23–27) Um rei perdoa ao seu servo uma dívida astronômica e impagável.
(vv. 28–30) Esse mesmo servo se recusa a perdoar uma pequena dívida em comparação.
(vv. 31–34) O rei fica irado e entrega o servo impiedoso aos carcereiros.
(v. 35) Jesus conclui: “Assim também meu Pai celestial fará a cada um de vocês, se não perdoarem de coração a seus irmãos”
Deus nos perdoou uma dívida impagável; portanto, devemos perdoar os outros livremente e sempre que necessário. Esta parábola também mostra que, quando nos recusamos a perdoar de coração, nos expomos ao tormento, dando ao inimigo o direito de nos afligir até que perdoemos.
O que significa perdoar "de coração"?
Perdoar de coração não é um sentimento. É uma decisão deliberada de obedecer a Deus perdoando ofensas específicas. Veja como a parábola de Jesus exemplifica isso:
1) Leve em consideração todos os aspectos da ofensa
Dê detalhes específicos (o que foi dito/feito/não dito/não feito). O rei revisou os relatos com precisão — assim também fazemos nós, abertamente diante de Deus.
2) Reconhecer a magnitude da dívida
Não minimize o erro. Você não pode perdoar uma dívida de um milhão de dólares como se fosse de dez dólares. Reconheça a perda e que o ofensor não pode realmente "compensar" o dano. Abandone as expectativas (mesmo de desculpas). Confie em Jesus para restaurar o que foi perdido.
Mateus 18:27 — “E, movido por compaixão dele, o senhor daquele servo o libertou e lhe perdoou a dívida.”
Romanos 8:28 — “Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus…”
Joel 2:25 — “Restituirei a vocês os anos que foram consumidos pela praga de gafanhotos…”
Isaías 61:3 — “…para lhes dar um belo adorno de cabeça em vez de cinzas, o óleo da alegria em vez do pranto…”
3) Perdoe, cancele a dívida, aceite a perda e abençoe
A justiça foi satisfeita na cruz (Isaías 53:5). Ao perdoarmos e abençoarmos, alinhamos nosso coração com o deles e abrimos espaço para a Sua obra em nós dois. Agora podemos dizer: "Eu perdoo e cancelo a dívida porque Jesus pagou completamente pelos pecados deles — e pelos meus."
João 20:23 — “Se vocês perdoarem os pecados de alguém, estes lhe serão perdoados…”
Romanos 12:14 — “Abençoem aqueles que os perseguem; abençoem e não amaldiçoem.”
Jó 42:10 — “E o Senhor restaurou a sorte de Jó, depois que ele orou por seus amigos…”
4) Renuncie à raiva, às emoções negativas relacionadas e às mentiras em que você acreditava
Porque Jesus suportou a ira pelo pecado, eu abandono minha raiva e escolho o amor. Valorizo a pessoa acima da ofensa. Renuncio a cada emoção a ela associada (por exemplo, rejeição, medo, amargura, depressão) e substituo cada mentira pela verdade da Palavra de Deus.
Muitas vezes, as raízes de nossas emoções negativas — depressão, ansiedade, medo e outras — vêm da falta de perdão por uma ferida passada ou um evento traumático do qual não nos desapegamos. "Cuidado para que nenhuma raiz de amargura brote e cause perturbação, contaminando muitos" (Hebreus 12:15).
Quando perdoamos especificamente, removemos a árvore e as raízes das consequências da falta de perdão. Às vezes, o "fruto" caído já semeou outras árvores (fortalezas como a rejeição ou o medo). Renuncie a cada emoção especificamente e entregue-a a Jesus, porque Ele já a levou.
O que o perdão não
O perdão não significa negar ou justificar a ofensa.
Perdoar não significa se eximir da responsabilidade perante Deus ou a lei civil.
O perdão nem sempre significa reconciliação. A reconciliação depende da outra pessoa e das circunstâncias, e a confiança pode precisar de tempo para ser reconstruída.
Resultados do perdão
A proteção de Deus foi restaurada.
Deus te perdoa; teu escudo de justiça permanece contra o inimigo. O inimigo perde todo o direito de atacar (fortalezas são quebradas; portas são fechadas).
Libertação do tormento.
Os espíritos malignos que exploraram aquele lugar devem partir; a paz e o amor devem substituir a turbulência anterior.
A cura flui.
Jesus reina sobre essa área da alma; a cura emocional — e muitas vezes física — pode se manifestar.
Céus abertos sobre as comunidades.
O perdão pode romper barreiras corporativas e trazer bênçãos para bairros, cidades e nações.
Oração sem impedimentos.
Esses pecados não impedem mais que nossas orações sejam ouvidas.
Como praticar o perdão hoje
Reserve um tempo tranquilo para estar com seu Pai.
Peça a Deus que revele as pessoas e os momentos que o feriram — talvez até mesmo da infância. Não se baseie nas emoções do momento para decidir se o perdão é necessário; se o Espírito Santo lhe trouxer à mente, perdoe especificamente e siga os quatro passos acima.
Diga isso em voz alta (o inimigo tenta usar o pecado não confessado como motivo para nos acusar). Então, respondemos com renúncia e perdão claros e verbais.
Então, renuncie às emoções e mentiras associadas a esses eventos.
Isso pode levar dias ou semanas — faça disso um hábito diário e faça isso antes de se reunir com outros crentes.
Há inúmeros testemunhos de casamentos, famílias e vidas inteiras transformadas quando as pessoas praticaram o perdão de coração — especialmente quando famílias inteiras o fizeram juntas.
Outras passagens bíblicas sobre o perdão:
Mateus 5:44; 6:12–15; 18:21–35 Lucas 6:37; 11:4; 23:34 Gálatas 5:19–20 Efésios 4:26–27; 4:31–32 Colossenses 3:8; 3:13 1 João 3:10; 4:20–21
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